Saiba como o BPO Financeiro pode trazer mais segurança, controle e organização para a sua tommada de decisões
Vender mais é uma ótima notícia. Ter novos clientes, aumentar o faturamento e ampliar a operação normalmente são sinais de que a empresa está no caminho certo.
Mas existe uma pergunta que muitos empresários só fazem quando o caixa começa a ficar apertado:
O financeiro da empresa está preparado para sustentar esse crescimento?
Uma empresa pode aumentar significativamente seu faturamento e, ainda assim, enfrentar falta de caixa, necessidade crescente de capital de giro e dificuldade para entender onde está efetivamente ganhando dinheiro.
Isso acontece porque crescimento, lucro e geração de caixa são coisas diferentes.
À medida que a empresa cresce, a gestão financeira também precisa evoluir. O que funcionava quando existiam poucas movimentações pode deixar de funcionar quando aumentam clientes, fornecedores, contas bancárias, meios de pagamento, estoques, colaboradores e volume de transações.
É nesse estágio que o financeiro deixa de ser apenas uma área operacional e passa a ter papel estratégico no negócio.
Lucro e faturamento não são a mesma coisa:
É aí que muitos empresários se enganam, vamos a um exemplo prático:
Se uma empresa faturava R$ 500 mil por mês e passa a faturar R$ 800 mil, à primeira vista, o crescimento de 60% parece excelente. Mas suponha que, para sustentar esse crescimento, a empresa precise comprar mais mercadorias, aumentar estoques, contratar pessoas e ampliar sua estrutura.
Ao mesmo tempo, seus fornecedores precisam ser pagos em 30 dias, enquanto seus clientes pagam, em média, em 60 dias.
O resultado pode parecer contraditório: a empresa vende mais, apresenta lucro e, mesmo assim, precisa de mais dinheiro para financiar sua operação.
O saldo bancário não representa a situação financeira da empresa
Outro erro comum é utilizar o saldo disponível nas contas bancárias como principal indicador da saúde financeira.
Ter R$ 300 mil disponíveis hoje não significa necessariamente que a empresa possui R$ 300 mil livres.
Parte desse dinheiro pode estar comprometida com: fornecedores, folha de pagamento, impostos; empréstimos, investimentos programados, despesas operacionais, entre outros.
A pergunta correta, portanto, não é somente: “Quanto dinheiro temos hoje?”
É também: “Quanto teremos disponível daqui a 30, 60 ou 90 dias considerando tudo que temos para receber e todos os compromissos assumidos?”
Essa mudança aparentemente simples transforma o saldo bancário em uma verdadeira visão de fluxo de caixa.
Fluxo de caixa projetado: enxergar antes de decidir
Um financeiro estruturado não deve apenas registrar o que aconteceu.
Ele precisa ajudar a empresa a enxergar o que provavelmente acontecerá.
O fluxo de caixa projetado permite antecipar entradas e saídas e responder perguntas importantes:
- Teremos caixa suficiente para cumprir nossos compromissos?
- Em qual período poderemos enfrentar maior necessidade de capital?
- Podemos realizar determinado investimento?
Lucro e caixa precisam ser analisados em conjunto
Outro ponto fundamental para uma gestão financeira mais madura é compreender a diferença entre lucro e geração de caixa.
A DRE gerencial ajuda a entender receitas, custos, despesas e margens.
O fluxo de caixa demonstra como o dinheiro efetivamente entra e sai da empresa.
O contas a receber mostra quanto do faturamento ainda precisa se transformar em dinheiro.
O contas a pagar evidencia os compromissos futuros.
Quando essas informações são analisadas conjuntamente, o empresário passa a compreender melhor o comportamento financeiro do negócio.
Capital de giro: quanto dinheiro a operação precisa para funcionar?
Capital de giro não deveria ser analisado apenas quando falta dinheiro.
Ele precisa fazer parte do planejamento financeiro.
Empresas que mantêm estoques elevados, vendem a prazo ou possuem ciclos operacionais mais longos podem precisar financiar uma parcela relevante da própria operação.
Isso é especialmente importante em negócios com maior complexidade operacional, como comércio exterior, distribuição, e-commerce e empresas que operam por marketplaces.
Nesses casos, crescimento pode significar simultaneamente mais compras, mais estoque, mais impostos, mais recebíveis e maior necessidade de recursos financeiros.
Sem projeção adequada, uma oportunidade de crescimento pode se transformar em pressão sobre o caixa.
Margem importa tanto quanto faturamento
Imagine duas empresas que faturam R$ 1 milhão por mês.
Uma gera R$ 150 mil de resultado operacional. A outra gera R$ 40 mil.
Embora tenham o mesmo faturamento, são negócios financeiramente muito diferentes.
Por isso, crescer sem acompanhar margens pode ser perigoso.
O financeiro precisa ajudar a responder: quais produtos, serviços, clientes ou canais realmente contribuem para o resultado?
Uma empresa pode descobrir, por exemplo, que determinado canal representa parcela relevante das vendas, mas apresenta margem muito inferior aos demais.
Nesse caso, vender mais por esse canal pode aumentar o faturamento sem produzir o mesmo crescimento do resultado.
Quais indicadores o empresário deveria acompanhar?
Não existe um único conjunto de indicadores adequado para todas as empresas. Entretanto, uma gestão financeira mais estruturada normalmente acompanha informações como:
- Faturamento: quanto a empresa vendeu.
- Margem: quanto permanece depois dos custos relacionados à operação.
- Resultado operacional: quanto a atividade efetivamente está gerando.
- Geração de caixa: quanto dinheiro a operação consegue produzir.
- Contas a receber: quanto ainda precisa ser convertido em caixa.
- Inadimplência: parcela dos recebimentos que está atrasada.
- Contas a pagar: compromissos financeiros assumidos.
- Capital de giro: recursos necessários para financiar a operação.
- Ciclo financeiro: tempo entre os desembolsos da empresa e o recebimento das vendas.
- Fluxo de caixa projetado: comportamento esperado do caixa nos próximos períodos.
Mais importante do que possuir dezenas de indicadores é ter poucos indicadores confiáveis, atualizados e utilizados efetivamente nas decisões.
Onde entra o BPO Financeiro?
O BPO Financeiro permite que a empresa conte com uma estrutura especializada para executar e organizar processos financeiros sem necessariamente criar internamente toda essa estrutura.
Mas o conceito moderno de BPO vai além da simples terceirização de tarefas.
Quando processos, tecnologia e dados trabalham juntos, o BPO pode contribuir para:
- padronização das rotinas financeiras;
- automação de atividades repetitivas;
- integração de informações;
- maior confiabilidade dos dados;
- melhoria do controle financeiro;
- projeção do fluxo de caixa;
- acompanhamento de indicadores;
- geração de informações gerenciais.
O objetivo deixa de ser simplesmente “pagar contas para o cliente”. O objetivo passa a ser construir uma operação financeira confiável que produza informação para gestão.
Da operação financeira para a inteligência financeira
Existe uma evolução natural na maturidade financeira das empresas.
Primeiro, é necessário organizar a operação. Depois, automatizar e integrar processos. Em seguida, transformar os dados em indicadores. E, finalmente, utilizar essas informações para tomar decisões.
É nesse estágio que questões mais estratégicas começam a fazer parte da discussão:
- Quanto capital de giro precisamos para crescer?
- Qual é nossa verdadeira geração de caixa?
- Onde estamos perdendo margem?
- Podemos realizar determinado investimento?
- É melhor utilizar capital próprio ou financiamento?
- Quanto podemos crescer sem comprometer o caixa?
- Quais operações, produtos ou canais apresentam melhor retorno?
A gestão financeira passa, então, de uma função predominantemente operacional para uma ferramenta de gestão empresarial.
Veja também: Como o BPO Financeiro Impacta na Lucratividade do seu negócio
Como a AVA enxerga o BPO Financeiro
Na AVA BPO Financeiro, entendemos que terceirizar o financeiro não deve significar apenas transferir tarefas de uma equipe para outra.
Nosso objetivo é estruturar processos financeiros com tecnologia, automação, integração e informação gerencial.
A operação financeira gera uma quantidade significativa de dados todos os dias. Quando essas informações são organizadas e analisadas corretamente, podem ajudar o empresário a compreender melhor seu negócio e tomar decisões com maior previsibilidade.
Por isso, nossa visão é construir uma jornada que começa na organização da operação financeira e evolui para uma gestão cada vez mais orientada por dados.
Porque uma empresa não precisa apenas saber o que aconteceu com seu dinheiro. Precisa entender o que os números estão dizendo sobre o futuro do negócio.
Seu financeiro está preparado para o próximo estágio da sua empresa?
Se sua empresa cresceu e a complexidade financeira aumentou junto com ela, talvez seja o momento de avaliar se os processos atuais ainda são suficientes.
A AVA pode ajudar a estruturar uma operação financeira mais organizada, automatizada e orientada à gestão.
Fale com nossos especialistas e conheça o modelo de BPO Financeiro da AVA.
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